Início

https://luciadefatimas.blogspot.com/2018/03/inicio.html

Mensagens

https://luciadefatimas.blogspot.com/2018/03/recomecar.html

domingo, 12 de janeiro de 2014

Avaliação 8º ano2

E. E. PRES. TANCREDO DE ALMEIDA NEVES
Nome:____________________________________________nº_______Série:________  Data:______________
Matéria: LÍNGUA PORTUGUESA   Atividade:____________________ Valor: ___________  Professor(a): ­­­­­­­­­­­­­­­­­­Lúcia­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­rofessor(a): ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­__________________________________


 Leia atentamente o texto e responda às questões a seguir.

A flor no asfalto

Otto Lara Resende

Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio - Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida veio outro carro, um Apolo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento.
Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida.
Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?

1) O título do texto é A  flor no asfalto.
    a) Quem seria a flor?
    a (   ) Dona Creusa          b (   ) Marizete           c (   ) a criança              d (   ) o motorista

    b) Como se chama a figura de linguagem em que o autor faz uma comparação direta entre a flor e a criança?
    a (  ) metonímia             b (  ) metáfora           c (   ) prosopopéia            d (   ) eufemismo

2) Segundo o texto, não se abre mais inquérito sobre os acidentes que ocorrem na estrada que liga o Rio a Petrópolis:
a (    ) porque a polícia sempre desconhece o fato.
b (    ) porque o fato não foi denunciado à polícia.
c (    ) porque o número de acidentes é tão grande que até já virou rotina.
d (    ) porque o número de acidentes são insignificantes para a polícia.

3) Dona Creusa  se ofereceu para ir  no lugar de sua nora Marizete:
a (   ) pelo fato de ser mais velha e idoso não paga passagem.
b (   ) pelo fato de sua nora estar grávida.
c (   ) porque grávida não pagava passagem.
d (   ) porque sua nora Marizete iria ao médico.

4) Na frase: “Deu-se aí o milagre.” Que milagre foi esse?

5) Por que o destino de dona Creusa não foi o mesmo de tantos outros?


6) De acordo com o texto, que sentimento as pessoas demonstram diante dos atropelamentos da Rio-Petrópolis?
    a (   ) tristeza            b (   ) indiferença      c (   ) arrependimento             d (  ) amargura
   
7) O autor emprega duas expressões metafóricas para se referir a dona Creusa. Numere (1)  para a expressão que demonstra a vida sofrida, e (2) para a expressão que revela sua vitalidade.
a (   ) “A vida é bela. É bela, apolínea apesar de tudo.”
b (   ) “ pilha carregada de vida.”
c (   ) “.Apolíneo é o símbolo da vitória sobre a violência.”
d (   ) “concentração humana de experiências e dores”.

8) Marque com um X a alternativa correta.
Segundo o autor do texto, a vida é apolínea (bela). Que características de deus Apolo ele também atribui á vida? Marque com um X a alternativa CORRETA que mostra esses dois adjetivos.
a (   ) juventude e brilho         b (   ) força e beleza                c (   ) beleza e harmonia

9) A atitude das pessoas não foi a mesma diante da morte e do nascimento porque
 a (   ) já estão acostumados com a violência no trânsito.
 b (   ) Dona Creusa foi imediatamente socorrida pelo motorista.
 c (   ) quando morre alguém naquele lugar, o fato é esquecido por todos.
 d (   ) a criança foi socorrida imediatamente pelos curiosos.  

10) Que procedimentos geralmente se adotam quando alguém morre atropelado naquela estrada?



Photobucket

4 comentários:

  1. Há um erro em uma pergunta. Quando o autor se refere ao motivo de dona Creusa haver ido no lugar de Marizete. Na verdade não era por ser idosa, mas sim porque grávidas não pagavam passagem. Ela só tinha 44 anos. Não era idosa. Idoso com mais de 60 não pagam. Ela precisava economizar o dinheiro para o sabão.

    ResponderExcluir
  2. Dúvidas quanto às respostas da questão 7.

    ResponderExcluir
  3. Borgata Hotel Casino & Spa - Mapyro
    View detailed and 구리 출장마사지 unbiased reviews 속초 출장샵 of Borgata Hotel 고양 출장안마 Casino & Spa in Atlantic 군산 출장샵 City, NJ. Find 의왕 출장마사지 reviews, hours, directions,  Rating: 2.3 · ‎9 votes

    ResponderExcluir