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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PONTUAÇÃO

Usando a pontuação

O professor deve oferecer aos alunos a possibilidade de observar o valor da pontuação em pequenos  textos, dentro de enunciados linguísticos e fazer comparações com outras formas de pontuar e avaliar os efeitos que o significado da pontuação pode conferir  a estes mesmos textos e enunciados. 
Para isso é preciso trabalhar com pequenos textos de diversos gêneros, fazer a observação de sua pontuação e a finalidade a que ela destina a cada um deles, sejam: poemas, notícias, recados, cartas, textos de panfletos, anúncios, de publicidade , mensagens,entre outros.
A  atividade seguinte visa garantir que as mensagens se tornem claras e objetivas, através do uso da pontuação adequada.

ATIVIDADE
    Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta.
            Escreveu assim:
            “Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”
            Morreu antes de fazer a pontuação.
            A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes. Escreva o trecho acima de acordo com a interpretação de cada concorrente COLOCANDO A PONTUAÇÃO adequada. Leia cada trecho assim que terminar.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:

3) Padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:

    Em seguida, após a leitura dos pequenos trechos pelos alunos, o professor deve apresentar a conclusão fazendo uso de transparências ou datashow, levando os alunos a refletir sobre os usos da pontuação e seus significados.
VEJA ABAIXO:
    Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta.
            Escreveu assim:
            “Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.”
            Morreu antes de fazer a pontuação.

     A quem deixava ele a fortuna? Eram quatro concorrentes.

1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
            Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
            Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3) Padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
            Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:
            Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

Moral da história:
            Assim é a vida.

            Pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que colocamos os pontos. E isso faz toda a diferença.
            “Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas...”

    Esse exercício visa a estimular a tomada de consciência dos alunos quanto à necessidade da utilização dos sinais de pontuação para compreensão dos enunciados. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

Avaliação 8º ano2

E. E. PRES. TANCREDO DE ALMEIDA NEVES
Nome:____________________________________________nº_______Série:________  Data:______________
Matéria: LÍNGUA PORTUGUESA   Atividade:____________________ Valor: ___________  Professor(a): ­­­­­­­­­­­­­­­­­­Lúcia­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­rofessor(a): ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­__________________________________


 Leia atentamente o texto e responda às questões a seguir.

A flor no asfalto

Otto Lara Resende

Conheço essa estrada genocida, o começo da Rio - Petrópolis. Duvido que se encontre um trecho rodoviário ou urbano mais assassino do que esse. São tantos os acidentes que já nem se abre inquérito. Quem atravessa a avenida Brasil fora da passarela quer morrer. Se morre, ninguém liga. Aparece aquela velinha acesa, o corpo é coberto por uma folha de jornal e pronto. Não se fala mais nisso.
Teria sido o destino de dona Creusa, se não levasse nas entranhas a própria vida. Na pista que vem para o Rio, a 20 metros da passarela de pedestres, dona Creusa foi apanhada por uma Kombi. O motorista tentou parar e não conseguiu. Em seguida veio outro carro, um Apolo, e sobreveio o segundo atropelamento. A mesma vítima. Ferida, o ventre aberto pelas ferragens, deu-se aí o milagre.
Dona Creusa estava grávida e morreu na hora. Mas no asfalto, expelida com a placenta, apareceu uma criança. Coberta a mãe com um plástico azul, um estudante pegou o bebê e o levou para o acostamento.
Nunca tinha visto um parto na sua vida. Entre os curiosos, uma mulher amarrou o umbigo da recém-nascida.
Uma menina. Por sorte, vinha vindo uma ambulância. Depois de chorar no asfalto, o bebê foi levado para o hospital de Xerém.
Dona Creusa, aos 44 anos, já era avó, mãe de vários filhos e viúva. Pobre, concentração humana de experiências e de dores, tinha pressa de viver. E era uma pilha carregada de vida. Quem devia estar ali era sua nora Marizete. Mas dona Creusa se ofereceu para ir no seu lugar porque, grávida, não pagava a passagem. Com o dinheiro do ônibus podia comprar sabão. Levava uma bolsa preta, com um coração de cartolina vermelha.
No cartão estava escrito: quinta-feira. Foi o dia do atropelamento. Apolo é o símbolo da vitória sobre a violência. Diz o poeta Píndaro que é o deus que põe no coração o amor da concórdia. No hospital, sete mães disputaram o privilégio de dar de mamar ao bebê. A vida é forte. E bela, apolínea, apesar de tudo. Por que não?

1) O título do texto é A  flor no asfalto.
    a) Quem seria a flor?
    a (   ) Dona Creusa          b (   ) Marizete           c (   ) a criança              d (   ) o motorista

    b) Como se chama a figura de linguagem em que o autor faz uma comparação direta entre a flor e a criança?
    a (  ) metonímia             b (  ) metáfora           c (   ) prosopopéia            d (   ) eufemismo

2) Segundo o texto, não se abre mais inquérito sobre os acidentes que ocorrem na estrada que liga o Rio a Petrópolis:
a (    ) porque a polícia sempre desconhece o fato.
b (    ) porque o fato não foi denunciado à polícia.
c (    ) porque o número de acidentes é tão grande que até já virou rotina.
d (    ) porque o número de acidentes são insignificantes para a polícia.

3) Dona Creusa  se ofereceu para ir  no lugar de sua nora Marizete:
a (   ) pelo fato de ser mais velha e idoso não paga passagem.
b (   ) pelo fato de sua nora estar grávida.
c (   ) porque grávida não pagava passagem.
d (   ) porque sua nora Marizete iria ao médico.

4) Na frase: “Deu-se aí o milagre.” Que milagre foi esse?

5) Por que o destino de dona Creusa não foi o mesmo de tantos outros?


6) De acordo com o texto, que sentimento as pessoas demonstram diante dos atropelamentos da Rio-Petrópolis?
    a (   ) tristeza            b (   ) indiferença      c (   ) arrependimento             d (  ) amargura
   
7) O autor emprega duas expressões metafóricas para se referir a dona Creusa. Numere (1)  para a expressão que demonstra a vida sofrida, e (2) para a expressão que revela sua vitalidade.
a (   ) “A vida é bela. É bela, apolínea apesar de tudo.”
b (   ) “ pilha carregada de vida.”
c (   ) “.Apolíneo é o símbolo da vitória sobre a violência.”
d (   ) “concentração humana de experiências e dores”.

8) Marque com um X a alternativa correta.
Segundo o autor do texto, a vida é apolínea (bela). Que características de deus Apolo ele também atribui á vida? Marque com um X a alternativa CORRETA que mostra esses dois adjetivos.
a (   ) juventude e brilho         b (   ) força e beleza                c (   ) beleza e harmonia

9) A atitude das pessoas não foi a mesma diante da morte e do nascimento porque
 a (   ) já estão acostumados com a violência no trânsito.
 b (   ) Dona Creusa foi imediatamente socorrida pelo motorista.
 c (   ) quando morre alguém naquele lugar, o fato é esquecido por todos.
 d (   ) a criança foi socorrida imediatamente pelos curiosos.  

10) Que procedimentos geralmente se adotam quando alguém morre atropelado naquela estrada?



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domingo, 5 de janeiro de 2014

Mitologia grega

Narciso



Narciso, segundo a mitologia grega, era um jovem dotado de extrema beleza. Era filho do deus-rio Cephisus e da ninfa Liriope. Quando nasceu, seus pais consultaram um adivinho, que lhes disse que o filho viveria muito, desde que nunca contemplasse a própria imagem. Num dia de muito calor, cansado, Narciso se inclinou sobre as águas cristalinas de um lago e, nesse momento, contemplou seu rosto refletido na água. Pensou que se tratava de algum espírito das águas e o achou tão belo, que se enamorou e não conseguiu interromper aquela contemplação. Ali ficou até morrer, e no lugar em que se achava brotou uma planta cuja flor foi chamada de narciso.

 


O Mito Eros e Psiquê


A  lenda de Eros e Psiquê é uma das mais conhecidas  da mitologia grega. Além de sua beleza e encantamento nos traz profundo entendimento sobre acontecimentos, sentimentos e fatos que ocorrem na vida dos seres humanos. Conta a lenda que Psiquê (alma), bela mortal por quem Eros (deus do amor, filho de Afrodite - deusa do amor e da sedução) se apaixonou. Psiquê era tão bela que sua beleza irritou Afrodite (uma imortal, mãe de Eros) , dona de rara beleza.  O mito de Eros (deus do amor) e Psiquê ( alma) retrata a união entre o amor e a alma.



Eros e Psiquê
               Fernando Pessoa

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se  espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E  orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe, o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino_
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
 E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
                                 Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1987. p.115.